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Mercado Livre recebe autorização do Banco Central para atuar como Financeira

20 de novembro de 2020 - 19 views Mercado Livre recebe autorização do Banco Central para atuar como Financeira

O Mercado Livre recebeu no início do mês de novembro uma autorização do Banco Central para atuar como instituição financeira. Segundo informa nota à imprensa divulgada pela empresa.

A autorização do Banco Central foi publicada no Diário Oficial, no dia 15 do mês de outubro, mas somente agora a autoridade monetária confirmou a liberação.

A autorização concedida pelo Banco Central será importante para que o Mercado Livre consolide a sua atuação no segmento de crédito. No entanto, vale destacar que desde 2017, o Mercado Livre, por meio do Mercado Crédito oferecia empréstimos para clientes com conta ativa no Mercado Pago, fintech de pagamentos do Mercado Livre.

Antes mesmo de receber o aval do Banco Central, o Mercado Livre já havia anunciado o recebimento de um aporte financeiro de R$ 400 milhões do Goldman Sachs, cujo objetivo era justamente à ampliação do seu serviço de crédito.

Confira um trecho do comunicado enviado pelo Mercado Livre a imprensa tratando a respeito do assunto:

“A licença de instituição financeira permitirá reforçar o foco da companhia em expandir as operações de crédito dentro de seu ecossistema. 

Desde o início da oferta, em 2017, o grupo já concedeu mais de R$ 4 bilhões em créditos no Brasil, em um total de mais de 10 milhões de transações. 

Essas operações alcançaram principalmente consumidores e empreendedores sem acesso ao crédito no sistema financeiro tradicional.” – O comunicado foi assinado por Tulio Oliveira, vice-presidente do Mercado Pago.

O crescimento do Mercado Livre

crescimento do mercado livre

A autorização do Banco Central para que o Mercado Livre atue como instituição financeira, não poderia vir em melhor momento. Afinal, a empresa, que por sinal é o maior varejista online da América Latina, vem registrando crescimento significativo em suas vendas e negócios, desde o início da pandemia.

Segundo balanço do segundo trimestre de 2020, com o isolamento social em virtude da pandemia do novo coronavírus, as vendas da plataforma saltaram incríveis 123,4% no período de abril a julho deste ano em um comparativo com o ano passado. Esse valor representa nada mais nada menos que U$$ 878,4 milhões de dólares.

Já o número de usuários ativos cresceu 45,2% enquanto que o número de itens vendidos avançou em 101,4% em um comparativo com o mesmo trimestre do ano anterior.

“A pandemia gerou mudanças significativas no comportamento do consumidor, que se traduziram em um novo recorde de penetração do comércio eletrônico e do pagamento online na região”, disse Pedro Arnt, diretor financeiro do Mercado Livre, em um comunicado à imprensa.

Confira alguns destaques da empresa no segundo trimestre de 2020

Confira alguns destaques do segundo trimestre divulgados pelo Mercado Livre

O número de usuários únicos ativos atingiu os 51,5 milhões, em um crescimento de 45,2%.

  • O volume de vendas (GMV) voltou a acelerar, alcançando US$ 5 bilhões, o que representa um avanço de 48,5% em dólar e 101,5% em moeda constante.
  • Foram vendidos no marketplace do Mercado Livre 178,5 milhões de itens, alta de 101,4% em relação ao mesmo período do ano passado.
  • Foram registrados 289 milhões de anúncios na plataforma do Mercado Livre, 26,2% a mais do que no mesmo período do ano passado.
  • O GMV de vendas via dispositivos móveis, considerando acesso via app ou site, cresceu 272,8% ano a ano em moeda constante, alcançando 69,4% do GMV total.
  • Mesmo diante do desafio adicional da gestão logística no período, com aumento significativo nos volumes transacionados, Mercado Envios conseguiu enviar 157,5 milhões de itens durante o trimestre, representando um crescimento de 124,2% em relação ao ano anterior.
  • O volume total de pagamentos com Mercado Pago alcançou US$ 11,2 bilhões, um aumento ano a ano de 72,1% em dólar e 142,1% em moeda constante. O total de transações cresceu 122,9% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 404,8 milhões de transações no trimestre.
  • Em uma base consolidada, o volume total de pagamentos fora da plataforma do Mercado Livre cresceu 92,1% em dólar e 174,7% em moeda constante em relação ao ano anterior, alcançando os US$ 6,1 bilhões em transações e 280,7 milhões de pagamentos (133,7% de crescimento ano a ano).
  • A área de Pagamentos Online teve um forte desempenho, alavancado pelo avanço do consumo do comércio eletrônico, acelerando 163,9% em moeda constante.
  • Em termos consolidados, o volume total de pagamentos processados pelas maquininhas de cartão Point cresceu 80,1% em moeda constante na comparação com o segundo trimestre de 2019.
  • As transações realizadas na conta Mercado Pago atingiram os US$ 2,1 bilhões em uma base consolidada, o que implica um crescimento de 373,2% ano a ano, em moeda constante.
  • A base de pagadores ativos da carteira cresceu 109,3% em relação ao segundo trimestre de 2019, chegando a 9,5 milhões de pagadores únicos durante o período reportado.
  • A operação no Brasil representa 53% da receita líquida total da companhia, tendo alcançado US$ 465,3 milhões, crescimento de 36,5% em dólar e 87,4% em real, ano contra ano.
  • As receitas de e-commerce aumentaram 79,5% em relação ao ano anterior em US$ 581,7 milhões, enquanto as receitas do negócio fintech aumentaram 34,1% em relação ao ano anterior em US$ 296,7 milhões.
  • O lucro bruto foi de US$ 427,2 milhões com uma margem de 48,6%, comparada aos 50% obtidos no segundo trimestre de 2019.

Mercado Livre investe em frota própria de aviões

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O Mercado Livre anunciou recentemente o investimento em uma frota própria de aviões para acelerar ainda mais as suas entregas. O objetivo da companhia, segundo informou Leandro Bassoi, vice-presidente de Mercado Envios é ampliar o número de entregas no outro dia.

“Queremos ter a melhor logística do Brasil e aumentar o número de entregas no dia seguinte. A ampliação consistente e robusta da nossa malha logística é decisiva para a manutenção da excelência do atendimento e satisfação do consumidor final – tanto vendedores quanto compradores da nossa plataforma.”

“Além de melhorar a experiência de compra no Brasil, esperamos que a iniciativa contribua para o aumento do reconhecimento visual da marca associado aos atributos de confiança e eficiência logística”, completou o executivo.

Vale destacar, que além do recente investimento no transporte aéreo, o Mercado Livre também vem investindo em novos centros de distribuição e na ampliação da frota terrestre de entregas, como por exemplo, por meio da integração de 150 carretas a sua frota de entregas desde o mês de agosto.

Devido aos investimentos consideráveis no setor de entregas, o Mercado Livre torna-se cada vez menos dependente dos Correios e ao mesmo tempo um forte candidato a compra do serviço estatal de entregas em caso de privatização.

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