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Qual o impacto do Coronavírus nos Fundos Imobiliários e Ações?

15 de março de 2020 - 16 views Qual o impacto do Coronavírus nos Fundos Imobiliários e Ações?

Muitos investidores estão fazendo a seguinte pergunta: “Qual o impacto do coronavírus nos fundos imobiliários?” Se você está em busca de respostas para esta e outras perguntas a respeito do assunto, não deixe de acompanhar esse artigo até o final!

Nos últimos dias, o mercado financeiro e de investimentos não só do Brasil, mas de todo o mundo tem passado por momentos de grandes incertezas e instabilidades, devido ao avanço da epidemia do coronavírus. Ainda sem conhecer as dimensões e impactos que o acontecimento pode acarretar, boa parte dos investidores adotam posturas mais conservadoras.

Aqui no Brasil, economistas e analistas já consideram o fenômeno como um dos mais impactantes já sofridos pela Bolsa de Valores. Devido ao coronavírus, muitas empresas e instituições estão optando por reduzir ou paralisar por completo as suas atividades, sobretudo nos países mais afetados como a China e a Itália.

Todo este movimento, acaba contribuindo para uma desaceleração momentânea na economia, impactando diretamente no resultado das empresas. Sem uma visão muito clara, sobre os próximos eventos e a evolução do vírus pelo mundo, é natural que ocorram instabilidades no mercado financeiro. Desta forma, é preciso que o investidor esteja atento as rápidas mudanças, a fim de tomar sempre as melhores decisões e escolhas.

A mídia em geral, tem noticiado forte queda nos diversos mercados e bolsas de valores ao redor do mundo, empresas gigantescas observam o seu valor de mercado derreter, em virtude das quedas acentuadas no valor de suas ações. O mercado financeiro e de investimentos como um todo, espera que essa nuvem escura, se dissipe o quanto antes. No entanto, enquanto isso não acontece, precisamos nos manter sempre muito bem informado.

Análise: Impacto do Coronavírus nos Fundos Imobiliários, o que esperar?

impacto-do-coronavirus-nos-fundos-imobiliáriosApesar do número crescente de pessoas infectadas pelo coronavírus, espera-se uma menor volatilidade nos fundos imobiliários em uma comparação com outras opções, como por exemplo as ações. Ao contrário do mercado acionário que costumam sofrer forte impacto devido a fatores externos, os fundos imobiliários oferecem maior resistência.

Para que os fundos imobiliários sofram impactos expressivos, entendemos que seria necessária uma grande queda no número de pessoas em circulação por um período um pouco mais prolongado. No entanto, é normal que ocorram pequenas quedas e desvalorizações devido ao contexto geral de aversão aos riscos de mercado.

Em uma análise preliminar, entendemos que os fundos de shopping são os que estão mais suscetíveis aos impactos do coronavírus nos fundos imobiliários, pois em virtude de uma diminuição prolongada de pessoas em locais públicos, a capacidade de geração de receitas e pagamento dos lojistas poderia ser reduzida, aumentando a inadimplência.

Por outro lado, os fundos imobiliários que investem em galpões logísticos são aqueles que possuem menor risco frente aos efeitos negativos do coronavírus, uma vez que em sua maioria eles estão localizados em zonas sem a aglomeração de pessoas, mas também por um crescimento na demanda dos e-commerces, tendo em vista que muitas pessoas passariam a recorrer às compras online para evitar sair de casa.

Analistas da Guide Investimentos acreditam na estabilidade e segurança dos fundos imobiliários em um período de crise:

“Dado o cenário macro, com todas as incertezas e o risco do novo coronavírus, temos mais uma evidência de que os fundos imobiliários são menos voláteis e mais resilientes do que as ações”, afirmou o relatório da equipe de analistas.

Já a XP Investimentos, entende que estamos passando por um momento de incertezas, mas também de oportunidades:

 “Dado a recente queda nos preços, algumas oportunidades para rebalanceamento de carteiras e pontos de entrada apareceram. Os dividend yields dos papéis começaram a entrar em patamares mais atrativos que não víamos desde a recente subida generalizada dos preços em dezembro de 2019.

Entretanto, alertamos sobre o ambiente altamente volátil que o mercado brasileiro viveu nas últimas semanas e não descartamos mais volatilidade no curto prazo dado movimento de aversão ao risco decorrente do aumento de contágio do coronavírus. Assim, recomendamos comprar de forma moderada e faseada acompanhando o andamento das notícias e da aversão ao risco dos investidores.”

Impacto do Coronavírus nos Fundos Imobiliários: Conheça o IFIX

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O IFIX é um índice utilizado na bolsa de valores para demonstração das variações no mercado de fundos imobiliários, funcionando de forma análoga ao Ibovespa. Em um momento de incertezas, as variações do índice precisam ser acompanhadas de perto por gestores de fundos e investidores.

As recentes variações do IFIX estão acompanhando o temor e o sentimento de dúvida e aversão ao risco presente no mercado financeiro. Vale destacar, que apesar da grande instabilidade provocada pelo coronavírus, entendemos que os investidores devem manter a calma e também as suas posições nos investimentos no mercado imobiliário.

Analisando o IFIX, é possível verificar que no dia 6 de março, deste ano, o índice ainda operava muito próximo aos 3 mil pontos.

Na segunda-feira, 9 de março, acompanhando uma tendência de mercado, tivemos uma primeira queda significativa, situação que se agravou no dia 12 de março. Neste período de maior turbulência de mercado e em meio aos circuits breakers, destacamos que o IFIX perdeu cerca de 300 pontos, o que pode ser considerado aceitável é plenamente recuperável em um período pós crise.

Em um outro lado da moeda e forma de analisar o mercado, muitos investidores têm aproveitado a desvalorização de cotas, o impacto do Coronavírus nos Fundo Imobiliários e um dividend yield mais atrativo para balancear a sua carteira e realizar novos investimentos, visando em um futuro próximo, a estabilização de mercado e consequente valorização de seus investimentos.

A queda da Bolsa de Valores e o acionamento do Circuit Breaker

circuit-breaker-queda-da-bolsa-de-valoresO circuit breaker, é um mecanismo de segurança e defesa, acionado automaticamente nos casos de fortes quedas na Bolsa de Valores. Em meio ao crescente temor mundial em relação ao coronavírus, a Bovespa registrou queda de 12,17% no dia 09 de março, chegando aos 86.067 pontos.

Logo em sua abertura, a Bolsa de Valores brasileira, recuou 10,02%, chegando a um patamar de 88.178 pontos e acionando o circuit breaker, que paralisou as operações do mercado de investimentos por 30 minutos, em uma tentativa de segurar a forte queda.

Pelas regras definidas pela B3, quando a queda repentina da bolsa passa de 10% é acionado automaticamente o circuit breaker, um mecanismo de segurança que interrompe as negociações de papéis por 30 minutos, visando prejuízos maiores. Nos casos em que esta queda chega aos 15% em um mesmo dia, interrompem-se as operações por uma hora, já em quedas superiores a 20%, a paralisação não possui tempo pré determinado.

Na quarta-feira, uma nova queda, acionou o mecanismo mais uma vez. No entanto, na quinta-feira, 12 de março, a Bolsa de Valores registrou o seu pior momento, durante a semana, ocasião em que o circuit breaker, precisou ser acionado duas vezes.

A história do Circuit Breaker na Bolsa de Valores Brasileira

No Brasil, o mecanismo foi acionado pela última vez em 18 de maio de 2017, durante 30 minutos, em um dia que ficou conhecido como Joesley Day devido a reação do mercado à divulgação de um áudio entre o empresário Joesley Batista, proprietário do grupo J&F e o então presidente Michel Temer, à respeito de uma suposta compra de silêncio do ex deputado Eduardo Cunha.

No dia 22 de outubro de 2008, a Bolsa Brasileira registrou 5 interrupções em um mesmo pregão, sendo quatro de meia hora e uma única vez por uma hora, em um período que ficou marcado pela forte crise financeira, que teve escala mundial.

Os acionamentos seguintes do circuit breaker aconteceram nos anos 90. Em 14 de janeiro de 1999, véspera da adoção do câmbio livre, as negociações foram suspensas por meia hora e o índice despencou 9,33%. Na crise da Rússia, em 1998, o mecanismo foi acionado por cinco vezes e, no dia 10 de setembro, a bolsa parou durante 1 hora, fechando em baixa de 15,82%.

Mas, foi em 28 de outubro de 1997, que o mecanismo foi acionado na bolsa brasileira pela primeira vez, durante a crise financeira da Ásia, ocasião em que o mecanismo de segurança foi acionado por três vezes.

Conclusão

Sabemos que qualquer análise a respeito do impacto do coronavírus nos fundos imobiliários e sobre os próximos passos do mercado financeiro e de investimentos está diretamente relacionada à retração ou a expansão do coronavírus pelo mundo. No entanto, acreditamos que dentre as opções de ativos da renda variável, os fundos imobiliários serão aqueles que sofreram as menores perdas e desvalorização ao longo do período de instabilidade.

Em consonância, com boa parte dos analistas e gestores de fundos imobiliários, acreditamos que a manutenção das cotas, seja a melhor escolha. Apesar do momento de pânico e aversão aos riscos, o investidor precisa manter a calma e ter paciência, confiando na recuperação de seus investimentos após este período de turbulência econômica generalizada.

Antes de tomar qualquer decisão em um momento de crise como este, é importante realizar uma série de análises aprofundadas, com o objetivo de minimizar riscos e evitar perdas desnecessárias.

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